A vida de três refugiadas anos após chegarem ao Brasil
A s histórias de dor, ousadia e resiliência de quatro refugiadas vindas da Nigéria, da República Democrática do Congo, do Senegal e da Síria emocionaram os nossos leitores no final de 2015 – e a plateia do Prêmio Cultura daquele ano. A homenageada da noite, a nigeriana Jonathan, representava os 340 mil deslocados que amargavam o mesmo drama na maior crise migratória desde a Segunda Guerra Mundial . As quatro mulheres estavam se adaptando, em São Paulo, aos novos costumes, à língua, ao clima, às comidas e à saudade . Viviam a expectativa de regularizar sua permanência no país e trazer suas famílias, que haviam sido obrigadas a deixar para trás. Os relatos eram pontuados pela alegria da fuga bem-sucedida e pela tristeza da separação dos filhos, traumatizados em meio ao terrorismo, aos conflitos armados e à perseguição política ou religiosa. Passados 18 meses, elas voltam a narrar suas lutas, semelhantes às de outros 9 mil refugiados no Brasil. Outros 30 mil estrangeiros sol...
