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Mostrando postagens com o rótulo Minha História

O que aconteceu quando meu pai assumiu ser uma mulher transexual

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E u não consigo lembrar o momento exato em que meu pai nos contou ser uma mulher transexual. Eu não sei como ele chegou até mim e disse isso ou sequer usou a palavra que definiria sua questão de gênero. Eu só lembro que isso fez sentido quando aconteceu. Eu estava com 16 anos quando um quebra cabeça começou a se montar na minha cabeça e me vieram à cabeça os momentos em que ele usava saia no final do dia para se sentir mais confortável, por estar de calça durante todo o dia. Quando ele escovava meu cabelo e chorava ao dizer que queria ter um cabelo como o meu. Para as pessoas de fora, isso pode soar como uma revelação chocante, mas para mim não foi uma revelação e muito menos chocante. Meu pai passou por toda a transição para que seu corpo correspondesse à identidade de gênero de uma mulher, inclusive com uma nova certidão de nascimento e passaporte. Eu a chamo de papai, porque isso é o que ele é: meu pai; embora eu use o pronome feminino porque agora ela é uma mulher. Eu ...

Escapei de um marido violento, mas vi minha filha morrer nas mãos do goleiro Bruno

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C onheci meu primeiro namorado – que logo se tornaria marido – bem nova, com apenas 17 anos. No início tudo eram flores, a gente se amava e falava em ficar junto para sempre. O Luiz Carlos tinha 24 anos era um sonho bom: carinhoso e gentil. Fui morar com ele no mesmo ano em que o conheci. Com a convivência pude ver uma pessoa que não conhecia: violenta e sem o menor respeito por mim. Ele começou com a agressão verbal, passou a ser muito grosseiro com coisas pequenas. Não demorou muito para ele avançar para a agressão física. O Luiz me batia muito, quase todos os dias. Separamos e voltamos muitas vezes. Eu estava cansada de apanhar, mas não conseguia sair de vez daquele relacionamento abusivo. Engravidei do meu agressor Quando estava prestes a completar 20 anos, engravidei. Ele não gostou nada da notícia e me mandou abortar. Não acatei às suas ordens e segui com a gravidez. As agressões não pararam nem mesmo quando eu estava esperando uma filha dele. Tive a Eliza com 21 ano...

Os soldados que se apaixonaram em plena guerra do Iraque

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O primeiro beijo de Nayyef Hrebid e Btoo Allami aconteceu num estacionamento de veículos militares em 2003, em plena guerra do Iraque. Nayyef trabalhava como intérprete do exército americano e Btoo era um soldado iraquiano. Antes do beijo acontecer, muitos olhares foram trocados e muita vontade foi deixada em segundo plano. ''No Iraque, ser gay é considerado algo muito errado e traz vergonha para a sua família. Você pode até ser morto'', disse Hrebid ao correspondente Júlio Farias , do Boas Escolhas Inc. nos EUA. Depois do beijo secreto os dois passaram a conviver cada vez mais. ''Nas missões, eu tentava ficar perto dele, embora devesse estar com os americanos. Caminhávamos juntos e tiramos algumas fotografias", contou Nayyef. Mas a discrição não foi suficiente e os colegas dos exércitos americano e iraquiano começaram a desconfiar da proximidade dos dois. Quando um dos tradutores que trabalhava com Nayyef descobriu a relação dos dois, espancou N...

'Sobrevivi a quatro sentenças de morte'

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Eu não conseguia acreditar nas palavras do médico. Câncer? Aquilo não podia estar acontecendo comigo. E o pior: na opinião do doutor, eu tinha no máximo mais seis meses de vida. As chances de o tratamento ter resultado eram mínimas, pois meu tumor maligno era de um tipo raro muito perigoso. Mesmo assim, ele insistiu para que eu lutasse. Mas aquilo me soou vazio: depois de me dar uma sentença de morte, o médico queria que eu me cuidasse? Entrei em depressão e quase me entreguei Desolação era a palavra que definia o que eu sentia. Mesmo que eu conseguisse sobreviver, o tratamento me deixaria estéril. Essa era a minha realidade: morrer ou, na melhor das hipóteses, não poder realizar meu maior sonho, que era ser mãe. Sinceramente, achei que não valia a pena lutar. Meu mundo estava desabando e eu só tinha meus pais para me apoiar. Não sabia se aguentaria. E acabei entrando em depressão. Meu tumor era na virilha e eu teria de fazer quimioterapia e radioterapia. Mas, como as chan...

'Tenho hiv, engravidei e meu filho não foi infectado'

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Eu tinha 20 anos quando uma série de infecções inexplicáveis levou meu médico a me perguntar: ''Andréia, você pode ter HIV''? Claro que não! Eu namorava, nunca tinha usado drogas, não fazia parte dos grupos de risco. Inclusive doava sangue com frequência. De qualquer forma, por garantia, fui até o banco de sangue checar se estava tudo certo. Para meu desespero, minha última doação tinha ficado retida por ter dado positivo para o HIV. Não acreditei! Refiz o exame e... meu Deus, eu era soropositiva! Meu mundo desabou. Para mim e para todos ao meu redor, o diagnóstico era sinônimo de morte. Comecei com a medicação, mas não acreditava que melhoraria. Depressiva, me tranquei em casa. Terminei meu namoro e sumi do trabalho. Passei seis meses assim, sem querer viver. Mesmo já estando melhor de saúde, não conseguia acreditar que a vida poderia ser boa com o HIV. Até que um dia o doutor me receitou um antidepressivo e minha ficha caiu: ''Não quero remédio para ficar...

''Meu ex matou nossos filhos, colocou fogo em mim e me jogou de um prédio''

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L embro do calor insuportável. Do cheiro de carne queimada. Da fumaça ardendo na garganta. Lembro de sacudir meu corpo em chamas, numa dor que fazia cada segundo ser pior do que o anterior. Lembro de correr para a janela pedindo por socorro. Lembro de sentir o João me empurrar pelas costas. Lembro de cair do terceiro andar e de pensar: ''Vou morrer''. Lembro. E eu daria tudo para esquecer! Mas as cicatrizes do corpo e da alma nunca deixarão essas memórias para trás. A Isadora nasceu... E tudo mudou! Não sei dizer quando nem por que o João deixou de ser um companheiro amoroso e virou um assassino. Não sei nem se ele virou ou se sempre foi. Só sei que ele entrou na minha vida como uma bênção e acabou se impregnando como uma maldição que, por mais que eu lute, me torturará até o fim dos dias. Quem dera poder voltar a 2011 e dizer 'não' quando o João, com quem eu tinha amigos em comum, me pediu para aceitá-lo no no extinto Orkut ! Mas como eu, en...